Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de março de 2011

Para aproveitar a Folia!

O carnaval é uma das festas típicas mais tradicionais do Brasil. São milhões de pessoas cantando, pulando e se divertindo, aproximadamente 10 dias, se considerarmos que os festejos iniciam antes e acabam depois do calendário oficial em várias as regiões.
Como você pretende passar o Carnaval? Desfilando pelas escolas de samba de São Paulo e/ou Rio de Janeiro, percorrendo as ruas atrás de um trio elétrico em Salvador, seguindo o Galo da Madrugada, pulando o frevo pernambucano ou entrando de cabeça numa micareta? Seja qual for, saiba que você vai precisar de um bom condicionamento físico para aguentar todos os dias de festa. Mas como obter um condicionamento satisfatório se falta menos de um mês para o início da folia? Por meio de uma preparação física personalizada!
A preparação física não é aplicada apenas aos atletas e, sim, a todas as pessoas que tenham por objetivo obter uma condição física aprimorada, a fim de realizar as tarefas com vigor. A preparação física é planejada, organizada e periodizada por um profissional de Educação Física. Seja um jogador de futebol, um lutador de boxe ou uma passista de escola de samba, todos precisam se preparar para realizar suas atividades com sucesso. Para cada modalidade ou gestual técnico o treinamento é diferenciado, o que chamamos de princípio da especificidade.
Quais são os componentes treináveis que ajudarão você a participar das festas com vigor? Basicamente, são: aeróbio, força, flexibilidade e específico.
O treino aeróbio auxiliará no aumento da capacidade cardiorrespiratória, vulgarmente conhecida como “fôlego”, melhorando a respiração e ofertando mais oxigênio ao organismo; a força, sendo manifestada pela Resistência Muscular Localizada (RML), fará que a musculatura seja mais resistente, ou seja, inibindo a fadiga que queira se instalar durante a travessia do sambódromo; a flexibilidade, melhorada tradicionalmente pelo alongamento, almeja a amplitude de movimento (ADM), quer dizer, aquela coreografia ensaiada, que tem diversos movimentos sinuosos com aberturas e giros, ficará mais suave e fácil de realizar; o treinamento específico refere-se à atividade a qual participará, ou seja, se for desfilar no sambódromo, participando da comissão de frente, a coreografia ensaiada.
A preparação física para o Carnaval, além de melhorar o condicionamento físico, proporciona redução do percentual de gordura corporal (emagrecimento), aumenta a auto-estima, melhora a auto-imagem e diminui a ansiedade.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fraturas por Stress

Denominam-se "fratura por stress" todas as fraturas ósseas ocorridas em conseqüência de uma sobrecarga por exercícios repetitivos chamados de overuse (esforços repetidos), promovendo assim um "cansaço" no osso. A musculatura não está preparada para absorver os choques repetitivos de determinados movimentos; assim, a sobrecarga desse choque vai para o osso onde acabam sofrendo pequenas fissuras ósseas. As fraturas por stress começam como pequeníssimas fraturas chamadas micro fraturas ou micro traumas. São de difícil visualização, pois não aparecem no RX convencional, só são visíveis quando evoluem para fraturas maiores, antes disso, somente é possível detectá-las através de um exame de ressonância magnética. O primeiro sinal indicativo é a dor leve durante os esforços e intensa após os esforços. Os lugares mais atingidos são os ossos da canela (tíbia), os ossos do pé (calcâneo e metatarsos), e as vértebras da coluna, principalmente da coluna lombar. As pessoas que não têm um bom preparo físico e muscular estão mais propensas a terem este tipo de lesão uma vez que não se encontram preparadas a suportar excessos de movimentos sobre as articulações, o melhor exemplo disso são os atletas de fim de semana e os principiantes de academias de ginástica. A maioria deles inicia atividades desportivas sem orientação adequada e acabam se excedendo com o ritmo de exercícios de outras pessoas. Nos atletas amadores e mesmo os profissionais, as fraturas por stress provêm do excesso de treinamento (sem descanso adequado). A primeira atitude a ser tomada é suspender todos os exercícios e treinamentos que estejam sendo realizados pelo indivíduo. A melhor prevenção é fazer um planejamento completo e individualizado das seções de exercícios e treinamento a serem realizados, intercalando movimentos e grupos musculares diferentes, evitando a sobrecarga e fadiga e sempre observando um período de pausa e descanso ao músculo trabalhado. Para atletas que praticam atividades físicas de impacto mais intenso, como corridas de rua, por exemplo, um tênis com proteção anti-impacto é fundamental para reduzir em muito os riscos de fraturas por stress. Não abuse no treinamento e respeite os sinais de cansaço do seu corpo. Não pratique atividade física quando sentir dor pare o exercício e busque orientação médica. Exames minuciosos por imagem e uma avaliação clínica bem feita e correta impedem que a lesão seja confundida com outros problemas. Dessa maneira, o fisioterapeuta pode indicar o tratamento correto e reabilitar a pessoa em um menor espaço de tempo, além de prevenir o surgimento de novas lesões e evitando o retorno do problema antigo, e por seqüência, melhorar a qualidade de vida e o melhor desempenho no seu esporte favorito.

Rafael L. Godoy

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A Dor!

O estudo que desenvolvemos sobre doenças profissionais entre Bailarinos Clássicos, no âmbito de um trabalho acadêmico na área da Antropologia Médica, consiste na análise dos constrangimentos e riscos inerentes à organização do trabalho impostos pela sociedade atual no que diz respeito às atividades profissionais ligadas às artes do espetáculo (também designadas por performativas), em particular do Ballet.
A partir de um estudo de caso de uma Companhia de dança, de vocação clássica, situada na cidade de Lisboa e cuja atuação se revela importante não só a nível local e nacional, mas também internacional, procedeu-se ao estudo do quotidiano de trabalho destes “técnicos do corpo”. Observamos as suas rotinas diárias de trabalho (aulas e ensaios), práticas e cuidados corporais, ritmos e formas de sociabilidade.
O estudo do contexto laboral destes “técnicos do corpo” – expressão que se justifica tendo em conta que o corpo constitui, na verdade, o instrumento por excelência dos bailarinos – é socialmente relevante na medida em que o seu quotidiano de trabalho se traduz em solicitações excessivas (frequentemente categorizadas como sendo “contra – natura”) que resultam em doenças incapacitantes não só do ponto de vista das perturbações músculo – esqueléticas como mentais, degradação da qualidade de vida pessoal e familiar e num percurso profissional curto e marcado pela dor e sofrimento constantes.
Nesta linha, pretendeu-se construir um quadro de reflexão centrado na experiência pessoal dos bailarinos afetado por lesões e/ou doenças profissionais que permitisse compreender e interpretar as consequências da doença no seu quadro de vida.
A par deste objetivo constituiu preocupação central dar a conhecer o quotidiano de trabalho destes profissionais, conhecimento esse que se poderá traduzir num contributo para o reconhecimento da especificidade e riscos inerentes a esta atividade profissional na perspectiva de criação de mecanismos de proteção social adequados, nomeadamente ao nível da reconversão profissional.
Existe uma dimensão humana de quem vive e convive com a doença, de quem sofre no corpo, vê e sente a sua qualidade de vida pessoal e familiar afetada. Constatamos que esta é uma “dimensão escondida” do problema das doenças profissionais tanto a nível nacional, como europeu.
O ballet constitui uma atividade física muito exigente a par de outras como o Futebol ou a Alta Competição o que o coloca no ranking das atividades físicas de risco. A progressiva tomada de consciência do Ballet como atividade física altamente exigente e de risco tem conduzido a uma preocupação sobre a prevenção de lesões, doenças profissionais e acidentes de trabalho entre os profissionais do Ballet.
Apesar do amplo conhecimento que existe hoje em dia sobre os problemas de saúde dos bailarinos, a verdade é que pouco tem sido feito no panorama nacional para minorar a situação. Em Portugal esta questão parece-nos estar a dar os primeiros passos, através de algumas iniciativas que aqui e ali procuram despertar a atenção para o problema.
Não nos esqueçamos que o problema tem duas dimensões, a dimensão da degradação da saúde dos indivíduos afetados por doença profissional com as consequências que a mesma acarreta em termos também da perda de qualidade de vida pessoal e familiar e a dimensão social do problema por ausência de uma resposta social por parte dos responsáveis nacionais.
Os riscos desta atividade passam por fatores como o cansaço, organização do trabalho (épocas de muita atividade a contrastar com outras de pouca atividade, horários muito preenchidos) coreografias complexas, superfície do palco inadequada, sapatilhas de pontas, hiper extensões, saltos, quedas, colisões, stress associado à competição e perfeição técnica inerentes.
De uma maneira geral, os testemunhos que colhemos através das narrativas de vida demonstram que existe por parte destes profissionais a percepção dos Riscos enunciados como da Dor. No entanto, estes dois fatores são parte integrante da sua identidade profissional. Correr riscos e sentir dor para dançar faz parte do seu destino profissional.
Muitos testemunhos referem-se a dançar com dor como se esta fosse à verdade uma competência/condição e não uma consequência de posturas anti-natura e de um excesso de uso do próprio corpo. A dor pode ser reveladora de doenças, mas, na realidade, no caso das doenças mais graves estas tendem a instalar-se sem aviso prévio e quando a dor chega, pode ser tarde demais.
Torna-se assim necessário abandonar a ideia de que a dor pode ser benéfica enquanto sinal atentado de algo mais grave. A dor constitui um dos impactos negativos na saúde dos bailarinos e reflete a existência de uma lesão ou doença profissional. Mas se a questão da dor parece ser aceite como “natural” à condição profissional e, nesse sentido, desvalorizada pelos próprios o número de lesões ocorridas nas Temporadas 2006/2007 e 2008/2009 não deixam dúvidas que a profissão tem um impacto negativo na saúde.
Os aspectos enunciados e apontados como as principais causas das lesões/doenças entre os bailarinos sugerem que a forma como o seu quotidiano de trabalho se organiza, a ausência de uma equipa de especialistas multidisciplinar (quer dizer, as suas condições de trabalho) proporciona a existência de condições favoráveis ao surgimento de lesões/doenças.
As estratégias pessoais dos bailarinos para suportar a dor, nem sempre são adequadas e passam pela toma de medicamentos (analgésicos) e pelo abuso de substâncias.
Outro dos impactos negativos na saúde do bailarino relaciona-se com a imagem de si próprio, a partir do corpo. O corpo constitui a ferramenta de trabalho do bailarino e nesse sentido as exigências com o corpo (em particular da bailarina), nomeadamente a manutenção de um corpo isento de gordura e com linhas alongadas têm dado origem a distúrbios alimentares. Os testemunhos que tivemos oportunidade de recolher também nos expressaram este problema e alguns defendem a ideia de que se nasce com um determinado corpo (adequado) para se poder ser bailarino. Não podemos deixar de notar que os bailarinos falam mais abertamente destes problemas do que as bailarinas. Estamos em crer que esta abertura se relaciona com o fato de os distúrbios alimentares se inscreverem, ao que tudo indica neste meio, mais frequentemente no feminino.
As questões inerentes ao corpo traduzem-se de forma diferenciada para os bailarinos consoante o gênero, constata-se que a iniciação no mundo da dança nas raparigas e nos rapazes apresenta traços distintivos
A carreira dos bailarinos é considerada de rápido desgaste o que lhe confere uma temporalidade limitada. Na esteira deste reconhecimento, o Decreto-Lei n.º 482/99 de 9 de Novembro define o regime especial de acesso à pensão por velhice dos profissionais de bailado clássico ou contemporâneo beneficiários do regime geral da segurança social.
Sendo o corpo, como temos vindo a sublinhar, o instrumento de trabalho por excelência do bailarino torna-se evidente que o envelhecimento, normalmente associado à maturidade e experiência e que na generalidade das carreiras se podem considerar até vantajoso, acarreta menos aptidões físicas e mais problemas de saúde o que limita a duração, em condições adequadas, da profissão de bailarino. Acresce ao problema do envelhecimento o fato de esta ser uma profissão à qual estão associados diversos riscos que se traduzem em várias lesões ao longo da vida profissional, degradando assim a condição física e/ou agravando os problemas de saúde ditos próprios do processo de envelhecimento. Na verdade, existe a noção de que a carreira é curta e que um dia terão de deixar de dançar. Ainda que a Reconversão profissional seja possível, a mesma não é fácil e os motivos são diversos. A maioria dos bailarinos entra no mundo da dança muito cedo o que não só contribui para a ideia da tal comunidade «fechada», porque lhes retira tempo para a sociabilidade como lhes retira igualmente tempo e energia para outros interesses acadêmicos importantes para o futuro.
A preparação escolar de muitos bailarinos é frágil e ainda que dominem um importante capital de conhecimentos relacionados com a sua profissão verificamos que o impacto do fim de carreira é um problema de grande complexidade visto a reconversão profissional não ser fácil, as possíveis escolhas de o futuro continuar a passar pelo mundo da Dança onde seguramente não haverá um lugar para todos e finalmente há um sofrimento, uma angústia face ao fim da carreira.
Há a consciência, em alguns destes testemunhos, de que é importante terminar a carreira com dignidade. E isso significa deixar a carreira, em termos práticos, quando se atingiu o auge. Ser-se capaz de parar quando se atingiu a perfeição.
Do ponto de vista da conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar as dificuldades mais sentidas, são-no, sobretudo quando existe família sejam os ascendentes, sejam os descendentes. As dificuldades apontadas são transversais a todas as profissões e parecem traduzir um padrão de vida moderna em que os ritmos de trabalho são, cada vez mais, acelerados, pois a produtividade é uma exigência e o tempo de lazer e para a família é assim reduzido. Deve, no entanto salientar-se que a exigência física da profissão tem um impacto negativo na vida pessoal e familiar do bailarino não só pelo risco de lesões, e consequentemente de abandono precoce da atividade profissional como pelo fato de a atividade ser diurna (aulas e ensaios) e noturna (espetáculos), implicar deslocações pelo País e estrangeiro (Tournées) e pela (não) capacidade de exercer atividades familiares comuns.
Outro aspecto que, no âmbito desta temática, não deverá ser negligenciado e que se relaciona com o tempo que se dedica ao lazer prende-se, justamente, com a visão do mundo dos bailarinos. Houve nos testemunhos recolhidos, de forma recorrente, a ideia de que estes se fecham não apenas sobre si mesmos, como restringem a sua rede social ao universo dos bailarinos o que tem consequências negativas para os próprios.
Se for verdade como refere Le Breton que «Em numerosos casos, a dor é, de forma imediata ou secundária, uma função antropológica de manutenção da identidade». E que a mesma constitui um traço do mundo do Ballet, algo inerente à sua identidade profissional parece-nos legitimo afirmar que esta função antropológica de manutenção da identidade está em transformação. Os sinais dessa transformação fazem-se ouvir através de vozes dissonantes e organizadas em movimentos sociais pela defesa de uma carreira profissional saudável, que questionam o número de horas e os métodos de trabalho, que procuram soluções de continuidade profissional em áreas afins que lhes permita continuar a sentirem-se socialmente úteis. Reivindicam condições de trabalho adequadas, Medicina do trabalho e assistência médica, pois não reconhecem que o destino dos bailarinos tenha que passar necessariamente pela doença, dor e sofrimento, como uma espécie de provação terrena que afeta a sua vida pessoal e profissional. Estas são as vozes que dão voz à dimensão humana das Doenças Profissionais entre os Bailarinos.
Rita Cortes Branco
Núcleo de Programação e Avaliação Operacional
Centro Nacional de Proteção contra os Riscos Profissionais

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ah! O Verão...

Chega o verão, e todo ano é a mesma coisa: As pessoas querem ficar saradinhas com um corpo impecável e acabam exagerando nos exercícios.
O verão é um estimulante natural para a prática exercícios, o problema aparece quando a soma da empolgação momentânea com a vontade de eliminar gorduras acumuladas tem como resultado a prática de exercícios sem os cuidados básicos necessários.
O ortopedista Luciano Miller, do hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas) explica que os problemas mais comuns nesses casos são as lesões musculares e articulares. "As articulações mais comumente afetadas são: do joelho, do quadril e da coluna. Com a prática inadequada de exercícios físicos, a coluna é uma região muito comum de dor". Para evitar problemas, a dica de Miller é antes de começar a treinar, conhecer o seu limite através de uma avaliação cardiológica e, no caso de história de dor em alguma articulação, realizar ainda um exame ortopédico. "O mais importante é começar devagar e conhecer o limite do seu corpo. Dor após atividade esportiva, cansaço exagerado durante ou após a atividade são sinais que o exercício está acima do limite individual". Ter a assistência de um educador físico que prepare o seu treino também é uma boa forma de evitar machucados e ainda obter melhores resultados.
O ortopedista Rodrigo Junqueira Nicolau, também do Hospital CECMI, lembra ainda que não só exercícios realizados de forma inadequada na cidade, mas também na praia, muito comuns nessa época de calor, podem apresentar riscos. "A areia fofa oferece mais obstáculos ao corpo, facilitando entorses, por exemplo. É importante procurar superfícies mais niveladas e, caso a pessoa já esteja iniciada nos esportes, usar um tênis com bom sistema amortecedor que reduza o impacto do corpo", diz.
O mesmo vale para os esportes livres, como frescobol, vôlei, futsal, entre outros. Para os que utilizam aparelhos de ginástica instalados em parques e praias, o médico ressalta que o cuidado deve ser redobrado, iniciando de maneira gradativa, sem exigir de mais do corpo e monitorando sempre a postura na realização dos exercícios.
Luciano alerta ainda para a roupa utilizada nos dias quentes durante a prática. Elas devem ser o mais leve possível e é importante usar bloqueadores solares. "Também é importante tomar cuidado com a desidratação, ingerindo líquidos sempre. O calçado macio é muito importante para evitar lesões e sobrecarga nas articulações".
 Junqueira adverte que "alongar e aquecer são detalhes que tornam o exercitar-se mais seguro e eficiente". E Miller finaliza: "O mais importante é fazer exercícios o ano todo, e não apenas nos meses mais quentes do ano. A frequência deve ser de pelo menos três ou quatro vezes por semana, durante 30 minutos".

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Salvem-se quem puder, a TPM chegou!

Quem vê uma bailarina no palco, linda, leve, dificilmente imagina o que acontece nos bastidores. O esforço dos ensaios, o incomodo das bolhas nos pés, dos grampos na cabeça, dos tutus apertados… Calma, isso não é tudo!
Todo mês essas bailarinas são lembradas do prazer de ser mulher. Irritação, dores, choro, cansaço; dançar quando se está neste período não é fácil. Se quem não sofre com TPM já fica mal, imagine quem a tem. E para isso, resolvi dar algumas dicas que encontrei que podem fazer sua tensão desaparecer de uma maneira saudável e natural.
A TPM decorre principalmente pela falta de nutrientes, baixa glicose no sangue ou mau funcionamento do fígado (órgão responsável pela metabolização do estrogênio). Se você sofre desse mal, é porque algo não vai bem com seu organismo. É preciso uma dieta saudável, onde haja nutrientes e açúcar balanceado, que possa metabolizar bem seus hormônios.
A prática de exercícios físicos pode ajudar, aumentando a circulação sanguinea, à estabilidade corporal e melhorando a digestão, o que ajuda a minimizar a dor sentida através das terríveis cólicas. Mo entanto, nunca faça exercícios quando se sentir cansada, pois isso pode acabar com o seu metabolismo e a prática de exercícios tem a finalidade de deixá-la mais energizada, e não cansada.
Então, o que fazer neste período?
Coma proteína. Se afaste de bebidas que contenham cafeína, não exagere no açúcar e nos doces supérfluos para alimentação. Procure alimentos considerados saudáveis, como iogurtes, que melhoram o funcionamento da flora intestinal. Fumar e beber álcool é torna-se amiga inseparável da TPM! Procure ingerir vitaminas B e C, magnésio e zinco, que são substâncias que previnem o aparecimento de prostaglandinas (hormônios que causam as cólicas)

Fonte: matéria “Lighten up TPM”, The New York Times.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cuidados com os pés!


Mais vale a pena prevenir, do que remediar.
Na dança os pés são uma zona muito crítica. A exigência da sua prática pode causar vários transtornos. Para dançar sem medo, descrevi alguns sintomas, tratamentos e dicas de prevenção!
Lesões mais frequentes em bailarinas:
Calos, dedos em martelo, joanetes, problemas com as unhas, tendinites do tendão flexor ou de Aquiles. Essas lesões são bastante comuns em bailarinas, pois fazem muita força com o metatarso e com os dedos.
Como evitá-las?
Em primeiro lugar, fazendo um diagnóstico. Não se pode tratar aquilo que se desconhece. A partir dai é necessário adotar alguns hábitos, como o tempo de atividade e frequencia, modificar alguns calçados (saltos, palmilhas).
Fratura de Marcha:
É uma fratura de sobrecarga, também conhecida como fratura de stress. Rompe-se a estrutura interna do osso pro uma sobrecarga mecânica cíclica. Ocorre porque o tempo de recuperação do osso é mais lenta do que a lesão. A mais comum é a fratura do segundo metatarsiano, porque é um pouco mais longo que o primeiro metatarsiano (dedão).
O que fazer?
Geralmente o tratamento consiste em redução da atividade, gelo local, cinesiterapia e calçado especial com sola rígida. Em alguns casos, um pé elástico. Mas em geral, se a bailarina suspender a atividade em quatro semanas, o que melhora a sintomatologia, e o tecido interior do osso reconstitui-se, e deixa de doer, podendo assim, voltar a sua atividade normal.
Prevenção:
Em primeiro lugar, vigiar os pés e avaliar se aguenta determinada atividade. Por outro lado, ter atenção do tipo de calçado, não usar sapatos com salto alto, e com apoio largo, para dar mais espaço ao pé e não ficar o tempo todo o comprimindo. De qualquer maneira, deve-se ter em conta que uma sobrecarga de atividade pode provocar lesões, como acontece quando se faz mais do que pode.
Conselhos:
A lavagem frequente dos pés com água e sal evita edemas. Cuidados com a pele e unhas, que devem ser cortadas transversalmente. Massagear os pés, melhorando assim, a circulação. Existem cremes em farmácias, próprios para relaxar os pés. E por último e mais importante, a escolha do calçado, que sempre deve ser anatômico, e claro, confortável!

Colaboração da Drª Dulcínea Vieira

sábado, 15 de janeiro de 2011

Verão e Bailarinos


Quem não se cuidar, dança!
As altas temperaturas do verão levam naturalmente os indivíduos que a aumentarem suas perdas de água, vitaminas e minerais através do suor. Tais perdas são potencialmente maiores em atletas, já que esse tem que suar muito mais para conseguirem dissipar o calor produzido pelo corpo nas práticas esportivas, o que propicia o resfriamento do corpo e evita hipertermia.
Transpiração
Com a transpiração excessiva perde-se muitos líquidos e minerais. Para se manter por mais tempo hidratado, os minerais e os eletrólitos são fundamentais. As fontes destes minerais e os eletrólitos (sódio, potássio) são as frutas e legumes. Por isso uma ótima forma de hidratar é utilizar sucos de frutas, preferindo até o melão e a melancia, que além de serem fontes de potássio, são frutas com alto índice de água, não precisando  de mais água para o suco e nem de açúcar adicionado.
Alimentação para bailarinos.
Não só para os ensaios como para todo o funcionamento do organismo os nutrientes necessários são: carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas e minerais. Mas na prática de exercícios há uma maior atenção com relação aos estoques de energia, que são utilizados principalmente pelos músculos durante a prática esportiva, que são formados principalmente pelos carboidratos. Para a recuperação, além dos carboidratos, as proteínas também têm fundamental importância para estabelecer a integridade dos músculos.
Carboidrato: Sua principal função e o fornecimento de energia para os músculos e proteção contra a fadiga.
Proteínas: Ajudam na construção e reparação dos músculos.
Lipídeos: Fornecem energia e transportam as vitaminas essenciais para a manutenção dos exercícios.
Vitaminas: Melhoram a cicatrização, ajudam na recuperação pós-exercícios e estão presentes durante a “queima” dos nutrientes para gerar energia.
Minerais: Previnem a anemia, mantém os ossos resistentes, e são importantes no auxilio do fornecimento de energia.
A prática de atividades físicas em jejum ou em longos períodos sem se alimentar pode ser perigoso, podendo provocar até desmaios. Por isso, estes alimentos são recomendados para todos os atletas, inclusive para aqueles que precisam perder peso. Além disso, a quantidade a ser fornecida antes e após o treino deve ser suficiente para o fornecimento de energia e melhor utilização da gordura, que aceleram essa perda.
É recomendável fazer lanches antes e após os treinos para a manutenção dos estoques de energia e recuperação muscular, além da hidratação. As refeições grandes devem ser realizadas cerca de quatro horas antes dos treinos ou competições e as pequenas refeições e lanches cerca de uma hora antes.
Cuidado redobrado deve-se ter com a nossa hidratação, principalmente no verão. A reposição de líquidos deve ser constante, não só durante o treino, mas também no resto do dia. Atletas que se exercitam por mais de 1h30, devem consumir. Além de água, bebidas esportivas para repor também os eletrólitos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Preparação Física para Bailarinos - 2ª Parte.


O Planejamento da preparação física deve sempre ser no mínimo de seis meses, para que possamos atingir algum resultado. Com raríssimas exceções o tempo é menor.
Deve começar no início do ano letivo, normalmente na segunda semana de janeiro. Mas e o término? Essa é a parte mais importante, se o ápice de seu ano é o seu espetáculo de fim de ano, acadêmico ou não, então deverá ser traçado um planejamento para todo o ano.
Mas se seus planos são de acordo com os festivais competitivos e apresentações que faz e encerram-se antes do final do ano? Como eu disse anteriormente, não é possível se manter no auge da forma física durante todo o ano. Devemos ver quando é que vamos atingir nosso objetivo e quando vamos parar para descansar, ter tempo para recuperação e se preparar para o próximo ano.
No planejamento devemos dar a devida importância para quando haverá o maior número de ensaios, esses quando são ENSAIOS de verdade, com limpezas e correções técnicas. Ensaio não é deixar a música passar, ou só ficar marcando.
A preparação física tem várias vertentes dentro da dança. Como acontece em todos os ensaios. Há um trabalho de braços, pernas, abdômen entre outros. Mas como dar força, resistência, potência e não sofrer lesões? Só com alongamentos? Ou gelo?
Uma coisa é certa. Temos que ter nesse caminho, uma curva para aceleração e desaceleração.
Como assim? Simples! Se no ano o nosso pico da preparação física e técnica são no final do ano, devemos traçar uma curva de aceleração lá pelo mês de maio, para que em dezembro seja alcançado o resultado desejado.
Mas aí no começo do próximo ano, devemos ir bem leve e devagar com as aulas, ensaios e exercícios. Se possível nas férias de janeiro inteiro.
Como em quase toda modalidade esportiva, temos a pré-temporada, a temporada e a parte de fora da temporada (off-season). Então não se esqueça de fazer seu planejamento anual. Ele é tão fundamental quanto uma aula de giros e saltos. Ele deve ser traçado de acordo com suas aulas, sua técnica, seu modo de trabalho. Monte-o de acordo com sua turma ou sua resistência. Não esqueça! Faça o planejamento e suas divisões, seja inteligente, preserve seu maior bem. Seus alunos, seu corpo, seu templo!
 José Luiz  Gioia

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Preparação Física para Bailarinos - 1ª Parte.


Nesses dias sem nada para fazer, eu estava vendo alguns cadernos velhos e achei um com uma anotação que fiz num curso em Joinville em 2008. Foi uma citação feita em meio a aula que me chamou atenção. “Existem diferenças para quem quer dançar a vida toda ou a vida toda dançar”.
O bailarino é um atleta, um artista. Tem o dom de emocionar e demonstrar a arte através dos movimentos. Pode contar uma história que será entendida em qualquer parte do planeta, em qualquer língua, sem falar uma só palavra. Isso é dança!
Mas para isso é necessário planejamento, conhecimento, limites, e uma boa direção em suas aulas. A preparação física é tão importante quanto aprender a dar piruetas, ou fazer uma contração correta.
Estou aqui para dividir algumas noções que achei pela net (sites confiáveis). Sobre o planejamento e execução de uma preparação física para bailarinos e bailarinas, para que possam dançar melhor, por mais tempo e sem tantas contusões durante a carreira. Seja ela de curta ou longa duração. Profissional ou amadora.
Neste primeiro momento é preciso ver aonde você quer chegar e o que quer fazer durante esse ano. Sempre é necessário traçar metas e montar seu calendário - Eu sou uma pessoa perdida sem uma agenda.
Você precisa ver qual será o período em que você estará mais preparado, e fazer essas divisões de preparação. Uma coisa que nunca será possível, será se manter no pico ou auge da forma física durante todo o ano.
Pesquisarei mais por aí tentando achar artigos mais completos para continuar esse tema. Mas sem deixar de falar na nossa principal meta: A preparação Física para o aprimoramento na dança e saúde do corpo humano como a mais perfeita das máquinas. E você, somente você é quem pode cuidar e fazer a manutenção dela.
Até o próximo post.

José Luiz Gioia.