Denominam-se "fratura por stress" todas as fraturas ósseas ocorridas em conseqüência de uma sobrecarga por exercícios repetitivos chamados de overuse (esforços repetidos), promovendo assim um "cansaço" no osso. A musculatura não está preparada para absorver os choques repetitivos de determinados movimentos; assim, a sobrecarga desse choque vai para o osso onde acabam sofrendo pequenas fissuras ósseas. As fraturas por stress começam como pequeníssimas fraturas chamadas micro fraturas ou micro traumas. São de difícil visualização, pois não aparecem no RX convencional, só são visíveis quando evoluem para fraturas maiores, antes disso, somente é possível detectá-las através de um exame de ressonância magnética. O primeiro sinal indicativo é a dor leve durante os esforços e intensa após os esforços. Os lugares mais atingidos são os ossos da canela (tíbia), os ossos do pé (calcâneo e metatarsos), e as vértebras da coluna, principalmente da coluna lombar. As pessoas que não têm um bom preparo físico e muscular estão mais propensas a terem este tipo de lesão uma vez que não se encontram preparadas a suportar excessos de movimentos sobre as articulações, o melhor exemplo disso são os atletas de fim de semana e os principiantes de academias de ginástica. A maioria deles inicia atividades desportivas sem orientação adequada e acabam se excedendo com o ritmo de exercícios de outras pessoas. Nos atletas amadores e mesmo os profissionais, as fraturas por stress provêm do excesso de treinamento (sem descanso adequado). A primeira atitude a ser tomada é suspender todos os exercícios e treinamentos que estejam sendo realizados pelo indivíduo. A melhor prevenção é fazer um planejamento completo e individualizado das seções de exercícios e treinamento a serem realizados, intercalando movimentos e grupos musculares diferentes, evitando a sobrecarga e fadiga e sempre observando um período de pausa e descanso ao músculo trabalhado. Para atletas que praticam atividades físicas de impacto mais intenso, como corridas de rua, por exemplo, um tênis com proteção anti-impacto é fundamental para reduzir em muito os riscos de fraturas por stress. Não abuse no treinamento e respeite os sinais de cansaço do seu corpo. Não pratique atividade física quando sentir dor pare o exercício e busque orientação médica. Exames minuciosos por imagem e uma avaliação clínica bem feita e correta impedem que a lesão seja confundida com outros problemas. Dessa maneira, o fisioterapeuta pode indicar o tratamento correto e reabilitar a pessoa em um menor espaço de tempo, além de prevenir o surgimento de novas lesões e evitando o retorno do problema antigo, e por seqüência, melhorar a qualidade de vida e o melhor desempenho no seu esporte favorito.
Rafael L. Godoy
Tudo que é vivo se move, movimento é vida! Dançar é mover-se com consciência, é plasmar no corpo o sentimento de vida.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A Dor!
O estudo que desenvolvemos sobre doenças profissionais entre Bailarinos Clássicos, no âmbito de um trabalho acadêmico na área da Antropologia Médica, consiste na análise dos constrangimentos e riscos inerentes à organização do trabalho impostos pela sociedade atual no que diz respeito às atividades profissionais ligadas às artes do espetáculo (também designadas por performativas), em particular do Ballet.
A partir de um estudo de caso de uma Companhia de dança, de vocação clássica, situada na cidade de Lisboa e cuja atuação se revela importante não só a nível local e nacional, mas também internacional, procedeu-se ao estudo do quotidiano de trabalho destes “técnicos do corpo”. Observamos as suas rotinas diárias de trabalho (aulas e ensaios), práticas e cuidados corporais, ritmos e formas de sociabilidade.
O estudo do contexto laboral destes “técnicos do corpo” – expressão que se justifica tendo em conta que o corpo constitui, na verdade, o instrumento por excelência dos bailarinos – é socialmente relevante na medida em que o seu quotidiano de trabalho se traduz em solicitações excessivas (frequentemente categorizadas como sendo “contra – natura”) que resultam em doenças incapacitantes não só do ponto de vista das perturbações músculo – esqueléticas como mentais, degradação da qualidade de vida pessoal e familiar e num percurso profissional curto e marcado pela dor e sofrimento constantes.
Nesta linha, pretendeu-se construir um quadro de reflexão centrado na experiência pessoal dos bailarinos afetado por lesões e/ou doenças profissionais que permitisse compreender e interpretar as consequências da doença no seu quadro de vida.
A par deste objetivo constituiu preocupação central dar a conhecer o quotidiano de trabalho destes profissionais, conhecimento esse que se poderá traduzir num contributo para o reconhecimento da especificidade e riscos inerentes a esta atividade profissional na perspectiva de criação de mecanismos de proteção social adequados, nomeadamente ao nível da reconversão profissional.
Existe uma dimensão humana de quem vive e convive com a doença, de quem sofre no corpo, vê e sente a sua qualidade de vida pessoal e familiar afetada. Constatamos que esta é uma “dimensão escondida” do problema das doenças profissionais tanto a nível nacional, como europeu.
O ballet constitui uma atividade física muito exigente a par de outras como o Futebol ou a Alta Competição o que o coloca no ranking das atividades físicas de risco. A progressiva tomada de consciência do Ballet como atividade física altamente exigente e de risco tem conduzido a uma preocupação sobre a prevenção de lesões, doenças profissionais e acidentes de trabalho entre os profissionais do Ballet.
Apesar do amplo conhecimento que existe hoje em dia sobre os problemas de saúde dos bailarinos, a verdade é que pouco tem sido feito no panorama nacional para minorar a situação. Em Portugal esta questão parece-nos estar a dar os primeiros passos, através de algumas iniciativas que aqui e ali procuram despertar a atenção para o problema.
Não nos esqueçamos que o problema tem duas dimensões, a dimensão da degradação da saúde dos indivíduos afetados por doença profissional com as consequências que a mesma acarreta em termos também da perda de qualidade de vida pessoal e familiar e a dimensão social do problema por ausência de uma resposta social por parte dos responsáveis nacionais.
Os riscos desta atividade passam por fatores como o cansaço, organização do trabalho (épocas de muita atividade a contrastar com outras de pouca atividade, horários muito preenchidos) coreografias complexas, superfície do palco inadequada, sapatilhas de pontas, hiper extensões, saltos, quedas, colisões, stress associado à competição e perfeição técnica inerentes.
De uma maneira geral, os testemunhos que colhemos através das narrativas de vida demonstram que existe por parte destes profissionais a percepção dos Riscos enunciados como da Dor. No entanto, estes dois fatores são parte integrante da sua identidade profissional. Correr riscos e sentir dor para dançar faz parte do seu destino profissional.
Muitos testemunhos referem-se a dançar com dor como se esta fosse à verdade uma competência/condição e não uma consequência de posturas anti-natura e de um excesso de uso do próprio corpo. A dor pode ser reveladora de doenças, mas, na realidade, no caso das doenças mais graves estas tendem a instalar-se sem aviso prévio e quando a dor chega, pode ser tarde demais.
Torna-se assim necessário abandonar a ideia de que a dor pode ser benéfica enquanto sinal atentado de algo mais grave. A dor constitui um dos impactos negativos na saúde dos bailarinos e reflete a existência de uma lesão ou doença profissional. Mas se a questão da dor parece ser aceite como “natural” à condição profissional e, nesse sentido, desvalorizada pelos próprios o número de lesões ocorridas nas Temporadas 2006/2007 e 2008/2009 não deixam dúvidas que a profissão tem um impacto negativo na saúde.
Os aspectos enunciados e apontados como as principais causas das lesões/doenças entre os bailarinos sugerem que a forma como o seu quotidiano de trabalho se organiza, a ausência de uma equipa de especialistas multidisciplinar (quer dizer, as suas condições de trabalho) proporciona a existência de condições favoráveis ao surgimento de lesões/doenças.
As estratégias pessoais dos bailarinos para suportar a dor, nem sempre são adequadas e passam pela toma de medicamentos (analgésicos) e pelo abuso de substâncias.
Outro dos impactos negativos na saúde do bailarino relaciona-se com a imagem de si próprio, a partir do corpo. O corpo constitui a ferramenta de trabalho do bailarino e nesse sentido as exigências com o corpo (em particular da bailarina), nomeadamente a manutenção de um corpo isento de gordura e com linhas alongadas têm dado origem a distúrbios alimentares. Os testemunhos que tivemos oportunidade de recolher também nos expressaram este problema e alguns defendem a ideia de que se nasce com um determinado corpo (adequado) para se poder ser bailarino. Não podemos deixar de notar que os bailarinos falam mais abertamente destes problemas do que as bailarinas. Estamos em crer que esta abertura se relaciona com o fato de os distúrbios alimentares se inscreverem, ao que tudo indica neste meio, mais frequentemente no feminino.
As questões inerentes ao corpo traduzem-se de forma diferenciada para os bailarinos consoante o gênero, constata-se que a iniciação no mundo da dança nas raparigas e nos rapazes apresenta traços distintivos
A carreira dos bailarinos é considerada de rápido desgaste o que lhe confere uma temporalidade limitada. Na esteira deste reconhecimento, o Decreto-Lei n.º 482/99 de 9 de Novembro define o regime especial de acesso à pensão por velhice dos profissionais de bailado clássico ou contemporâneo beneficiários do regime geral da segurança social.
Sendo o corpo, como temos vindo a sublinhar, o instrumento de trabalho por excelência do bailarino torna-se evidente que o envelhecimento, normalmente associado à maturidade e experiência e que na generalidade das carreiras se podem considerar até vantajoso, acarreta menos aptidões físicas e mais problemas de saúde o que limita a duração, em condições adequadas, da profissão de bailarino. Acresce ao problema do envelhecimento o fato de esta ser uma profissão à qual estão associados diversos riscos que se traduzem em várias lesões ao longo da vida profissional, degradando assim a condição física e/ou agravando os problemas de saúde ditos próprios do processo de envelhecimento. Na verdade, existe a noção de que a carreira é curta e que um dia terão de deixar de dançar. Ainda que a Reconversão profissional seja possível, a mesma não é fácil e os motivos são diversos. A maioria dos bailarinos entra no mundo da dança muito cedo o que não só contribui para a ideia da tal comunidade «fechada», porque lhes retira tempo para a sociabilidade como lhes retira igualmente tempo e energia para outros interesses acadêmicos importantes para o futuro.
A preparação escolar de muitos bailarinos é frágil e ainda que dominem um importante capital de conhecimentos relacionados com a sua profissão verificamos que o impacto do fim de carreira é um problema de grande complexidade visto a reconversão profissional não ser fácil, as possíveis escolhas de o futuro continuar a passar pelo mundo da Dança onde seguramente não haverá um lugar para todos e finalmente há um sofrimento, uma angústia face ao fim da carreira.
Há a consciência, em alguns destes testemunhos, de que é importante terminar a carreira com dignidade. E isso significa deixar a carreira, em termos práticos, quando se atingiu o auge. Ser-se capaz de parar quando se atingiu a perfeição.
Do ponto de vista da conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar as dificuldades mais sentidas, são-no, sobretudo quando existe família sejam os ascendentes, sejam os descendentes. As dificuldades apontadas são transversais a todas as profissões e parecem traduzir um padrão de vida moderna em que os ritmos de trabalho são, cada vez mais, acelerados, pois a produtividade é uma exigência e o tempo de lazer e para a família é assim reduzido. Deve, no entanto salientar-se que a exigência física da profissão tem um impacto negativo na vida pessoal e familiar do bailarino não só pelo risco de lesões, e consequentemente de abandono precoce da atividade profissional como pelo fato de a atividade ser diurna (aulas e ensaios) e noturna (espetáculos), implicar deslocações pelo País e estrangeiro (Tournées) e pela (não) capacidade de exercer atividades familiares comuns.
Outro aspecto que, no âmbito desta temática, não deverá ser negligenciado e que se relaciona com o tempo que se dedica ao lazer prende-se, justamente, com a visão do mundo dos bailarinos. Houve nos testemunhos recolhidos, de forma recorrente, a ideia de que estes se fecham não apenas sobre si mesmos, como restringem a sua rede social ao universo dos bailarinos o que tem consequências negativas para os próprios.
Se for verdade como refere Le Breton que «Em numerosos casos, a dor é, de forma imediata ou secundária, uma função antropológica de manutenção da identidade». E que a mesma constitui um traço do mundo do Ballet, algo inerente à sua identidade profissional parece-nos legitimo afirmar que esta função antropológica de manutenção da identidade está em transformação. Os sinais dessa transformação fazem-se ouvir através de vozes dissonantes e organizadas em movimentos sociais pela defesa de uma carreira profissional saudável, que questionam o número de horas e os métodos de trabalho, que procuram soluções de continuidade profissional em áreas afins que lhes permita continuar a sentirem-se socialmente úteis. Reivindicam condições de trabalho adequadas, Medicina do trabalho e assistência médica, pois não reconhecem que o destino dos bailarinos tenha que passar necessariamente pela doença, dor e sofrimento, como uma espécie de provação terrena que afeta a sua vida pessoal e profissional. Estas são as vozes que dão voz à dimensão humana das Doenças Profissionais entre os Bailarinos.
Rita Cortes Branco
Núcleo de Programação e Avaliação Operacional
Centro Nacional de Proteção contra os Riscos Profissionais
Núcleo de Programação e Avaliação Operacional
Centro Nacional de Proteção contra os Riscos Profissionais
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A Técnica e a Emoção
Dançar é aventurar-se na grande viagem do movimento emocional. Na vivência da relação mundo-eu, é força de relação com o mundo exterior
Dançar não significa reproduzir forma. A forma pura por si só é fria, estática e repetitiva. As formas catalogadas, conhecidas e robotizadas em nossa memória criam uma forte barreira à criação de movimentos novos e ricos em expressão como também bloqueiam uma relação integral com o mundo e a dimensão existencial revelada através do corpo, esta deixa de existir. A descoberta do “eu” interior, da existência do ser, do individual e criativo do homem é fator importante para a Dança. São estas características que a torna uma forma de expressão da comunidade humana que o dançarino integra como aporte efetivo.
Esta abordagem teve o propósito de deixar transparente que o trabalho em dança, quando usa excessivamente técnicas formais, divorcia o movimento do impulso vital. Os movimentos produzidos por artifícios somente técnicos são destituídos de emoção e poderão ser confusos e pouco objetivos na forma de expressão.
O valor da técnica na Dança está em seu sentido utilitário e não como um fim em si mesmo. A técnica seria um meio eficaz para canalizar o movimento expressivo a atingir os seus propósitos – plena sintonia entre dançarinos e o mundo pela sua comunicação gestual.
A essência da técnica consiste em organizar e difundir um determinado conhecimento sobre o próprio corpo e as possibilidades dos movimentos existentes em potencial. A clareza e a objetividade dos movimentos permeados pela técnica cristalina e transparente fazem à beleza do movimento. A limpeza do gesto e movimento expressando o que se busca expressar; ganha a beleza e emoção, traz como consequência, valor estético da dança. Manifestar sentimentos, emoções e intenção em relação à realidade que cerceia o dançarino confere a expressão de um movimento coreográfico uma natureza sequencial de verdades pela dimensão autêntica do movimento executado.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Ah! O Verão...
Chega o verão, e todo ano é a mesma coisa: As pessoas querem ficar saradinhas com um corpo impecável e acabam exagerando nos exercícios.
O verão é um estimulante natural para a prática exercícios, o problema aparece quando a soma da empolgação momentânea com a vontade de eliminar gorduras acumuladas tem como resultado a prática de exercícios sem os cuidados básicos necessários.
O ortopedista Luciano Miller, do hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas) explica que os problemas mais comuns nesses casos são as lesões musculares e articulares. "As articulações mais comumente afetadas são: do joelho, do quadril e da coluna. Com a prática inadequada de exercícios físicos, a coluna é uma região muito comum de dor". Para evitar problemas, a dica de Miller é antes de começar a treinar, conhecer o seu limite através de uma avaliação cardiológica e, no caso de história de dor em alguma articulação, realizar ainda um exame ortopédico. "O mais importante é começar devagar e conhecer o limite do seu corpo. Dor após atividade esportiva, cansaço exagerado durante ou após a atividade são sinais que o exercício está acima do limite individual". Ter a assistência de um educador físico que prepare o seu treino também é uma boa forma de evitar machucados e ainda obter melhores resultados.
O ortopedista Rodrigo Junqueira Nicolau, também do Hospital CECMI, lembra ainda que não só exercícios realizados de forma inadequada na cidade, mas também na praia, muito comuns nessa época de calor, podem apresentar riscos. "A areia fofa oferece mais obstáculos ao corpo, facilitando entorses, por exemplo. É importante procurar superfícies mais niveladas e, caso a pessoa já esteja iniciada nos esportes, usar um tênis com bom sistema amortecedor que reduza o impacto do corpo", diz.
O mesmo vale para os esportes livres, como frescobol, vôlei, futsal, entre outros. Para os que utilizam aparelhos de ginástica instalados em parques e praias, o médico ressalta que o cuidado deve ser redobrado, iniciando de maneira gradativa, sem exigir de mais do corpo e monitorando sempre a postura na realização dos exercícios.
Luciano alerta ainda para a roupa utilizada nos dias quentes durante a prática. Elas devem ser o mais leve possível e é importante usar bloqueadores solares. "Também é importante tomar cuidado com a desidratação, ingerindo líquidos sempre. O calçado macio é muito importante para evitar lesões e sobrecarga nas articulações".
Junqueira adverte que "alongar e aquecer são detalhes que tornam o exercitar-se mais seguro e eficiente". E Miller finaliza: "O mais importante é fazer exercícios o ano todo, e não apenas nos meses mais quentes do ano. A frequência deve ser de pelo menos três ou quatro vezes por semana, durante 30 minutos".
O verão é um estimulante natural para a prática exercícios, o problema aparece quando a soma da empolgação momentânea com a vontade de eliminar gorduras acumuladas tem como resultado a prática de exercícios sem os cuidados básicos necessários.
O ortopedista Luciano Miller, do hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas) explica que os problemas mais comuns nesses casos são as lesões musculares e articulares. "As articulações mais comumente afetadas são: do joelho, do quadril e da coluna. Com a prática inadequada de exercícios físicos, a coluna é uma região muito comum de dor". Para evitar problemas, a dica de Miller é antes de começar a treinar, conhecer o seu limite através de uma avaliação cardiológica e, no caso de história de dor em alguma articulação, realizar ainda um exame ortopédico. "O mais importante é começar devagar e conhecer o limite do seu corpo. Dor após atividade esportiva, cansaço exagerado durante ou após a atividade são sinais que o exercício está acima do limite individual". Ter a assistência de um educador físico que prepare o seu treino também é uma boa forma de evitar machucados e ainda obter melhores resultados.
O ortopedista Rodrigo Junqueira Nicolau, também do Hospital CECMI, lembra ainda que não só exercícios realizados de forma inadequada na cidade, mas também na praia, muito comuns nessa época de calor, podem apresentar riscos. "A areia fofa oferece mais obstáculos ao corpo, facilitando entorses, por exemplo. É importante procurar superfícies mais niveladas e, caso a pessoa já esteja iniciada nos esportes, usar um tênis com bom sistema amortecedor que reduza o impacto do corpo", diz.
O mesmo vale para os esportes livres, como frescobol, vôlei, futsal, entre outros. Para os que utilizam aparelhos de ginástica instalados em parques e praias, o médico ressalta que o cuidado deve ser redobrado, iniciando de maneira gradativa, sem exigir de mais do corpo e monitorando sempre a postura na realização dos exercícios.
Luciano alerta ainda para a roupa utilizada nos dias quentes durante a prática. Elas devem ser o mais leve possível e é importante usar bloqueadores solares. "Também é importante tomar cuidado com a desidratação, ingerindo líquidos sempre. O calçado macio é muito importante para evitar lesões e sobrecarga nas articulações".
Junqueira adverte que "alongar e aquecer são detalhes que tornam o exercitar-se mais seguro e eficiente". E Miller finaliza: "O mais importante é fazer exercícios o ano todo, e não apenas nos meses mais quentes do ano. A frequência deve ser de pelo menos três ou quatro vezes por semana, durante 30 minutos".
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
All That Jazz? Que nada!
No "Se Ela Dança, Eu Danço" de hoje, (26/01), percebi algo que há muito tempo me incomoda profundamente! Onde foi para o Jazz? Sim! O jazz, todos aqueles movimentos explosivos, grandes saltos, super giros, movimentos de ombros e quadril, sensualidade... Onde estão?
Atualmente, tenho visto muitas coreografias de jazz, com muitas características contemporâneas, ou seria um contemporâneo com linhas de jazz?
Há algum tempo atrás, quando falávamos dos estilos de jazz, conheciam-se todos os criadores e características. Mas e atualmente? Em quantos mais estilo o Jazz vai se transformar?
Aproveito o espaço, para rapidamente falar do desempenho do grupo Kaiorra, conhecido nos grandes festivais, mas que nessa noite deixou a desejar. Apresentou um “jazz diferente” como chamaram, ao som de “batendo no peito”, uma boa música, com ótimas batidas e tambores característicos do som brasileiro, essa fusão tinha tudo para surpreender e ser perfeita, mas não foi! O “jazz diferente”, que não passava de um jazz contemporâneo africano simples, decepcionou.
Nada mais é como antes no mundo da dança, All That Jazz? Não mais...
Atualmente, tenho visto muitas coreografias de jazz, com muitas características contemporâneas, ou seria um contemporâneo com linhas de jazz?
Há algum tempo atrás, quando falávamos dos estilos de jazz, conheciam-se todos os criadores e características. Mas e atualmente? Em quantos mais estilo o Jazz vai se transformar?
Aproveito o espaço, para rapidamente falar do desempenho do grupo Kaiorra, conhecido nos grandes festivais, mas que nessa noite deixou a desejar. Apresentou um “jazz diferente” como chamaram, ao som de “batendo no peito”, uma boa música, com ótimas batidas e tambores característicos do som brasileiro, essa fusão tinha tudo para surpreender e ser perfeita, mas não foi! O “jazz diferente”, que não passava de um jazz contemporâneo africano simples, decepcionou.
Nada mais é como antes no mundo da dança, All That Jazz? Não mais...
sábado, 22 de janeiro de 2011
O Versátil Jazz Dance: Aperfeiçoamento dos Quatro Estilos de Jazz.
O bailarino de jazz de hoje tem de ser versátil, a fim de agarrar as oportunidades que vêm no seu caminho. A boa notícia é que a Broadway adora os bailarinos de jazz. A melhor maneira de aumentar suas chances de ser visto é o de reforçar o jazz e a técnica para aperfeiçoar os quatro principais estilos de jazz, que são clássicas, latim, lírica e teatral.
Alguns excelentes exemplos destas quatro técnicas de jazz na história realmente se destacam. Jack Cole desenvolveu a técnica de jazz clássica quando ele usou a sua dança moderna colocou na música jazz. Juntamente com Jack Cole entrou Bob Fosse e Jerome Robbins, que realmente desencadearam-se quando adicionado à técnica teatral. Eles traduziram para o palco e para o filme também. Então entra Jose Limon que fez uma enorme marca na técnica, bem como com o seu charme latino. Vimos também o jazz evoluir para uma técnica lírica, com movimentos mais leves, um fluido de movimento, mas que ainda era considerado “jazz dance”. Como resultado, conhecidos coreógrafos, como Mia Michaels tornou a sua marca na história do jazz lírico.
Todas as quatro destas técnicas são agora exigidas do bailarino de jazz. Não é o suficiente ser um especialista apenas no jazz clássico. Uma formação e o conhecimento geral da modalidade são essenciais: tem de saber a sua maneira de contornar o jazz de todos os estilos! É uma boa idéia para ter um estilo latino dançado pelo bailarino de jazz e saber se deslumbrar com um chapéu e bengala. A técnica do ballet é igualmente importante para a bailarina de jazz lírico é como um toque para o bailarino de jazz clássico. Cada um dos seguintes estilos é vital para uma bailarina seguir a carreira no jazz dance.
O jazz clássico como conhecemos hoje é muito envolvido. Um bailarino tem que ir para além da competição, usar “truques” para realmente entrar na técnica. Saltos, pernas altas e giros não são tudo que existe. Um bailarino tem que chegar dançar com a alma, a fim de encontrar o ritmo e a profundidade do estilo. O mais interessante e atraente nos movimentos podem ser as transições e os acentos. Ela não precisa ser um show de habilidade, apesar de saber fazer os grandes saltos e curvas são realmente importantes para um profissional. Jazz clássico é lustroso, dominador e sensual. É preciso viver e amar cada movimento.
Jazz Theatre cria toda outra dinâmica para o mundo do “Jazz”. Temos agora de pensar em chapéus, bengalas e movimentos musicais. Um elemento do jazz teatral que deve ser desenvolvida é a capacidade de encarnar uma personagem. A bailarina tem que saber como é encantador, divertido e envolvente entrar na personagem, podendo até fazer um papel ridículo. Estamos tão habituados a ser retratado como sensual e belo através do nosso movimento que nos esquecemos que o jazz pode não ser sensual, existem personagens de toda forma. O uso de adereços também torna bastante importante para jazz teatral para estas mesmas razões. Para se preparar realmente para o jazz teatral, uma bailarina deve saber como dançar com cadeiras, descer escadas, dançar com um grande chapéu e movimentar com glamour um bengala. O jazz teatral envolve muitas vezes movimentos mais delicados em se tratando dos cantores. Falando de cantar, não é uma má idéia ao saber que também o jazz teatral é o caminho escolhido.
O Jazz Latino, porém, é uma das mais antigas formas de jazz. O estilo do Jazz Latino inclui movimentos de quadril que exige por vezes o oposto de um movimento do jazz clássico. Aprender a salsa, merengue, samba, mambo, é uma excelente forma de se aperfeiçoar nesse estilo. Desenvolver essa sutileza Latina dentro do jazz dance irá certamente garantir mais oportunidades e mais sucesso nas audições! Certifique-se de aprender a dançar em saltos altos, isso é essencial!
O Jazz Lírico é um dos mais novos estilos na dança jazz, ela decorre do balé e dança moderna contemporânea. Lyrical Jazz envolve uma grande dose de equilíbrio, ampliação e leveza. Os movimentos são fluídos e ligados, em vez de estacato, abruptos e repentinos. A melhor coisa que uma bailarina de jazz lírico pode fazer é trabalhar na sua técnica do balé! Isto apenas significa que a técnica do balé deve ser sólida. Considere como uma mistura dos dois – ballet e jazz. A capacidade de exibir emoção é uma prioridade da bailarina lírica. O corpo deve ser um oráculo do sentimento bruto, deve demonstrar uniformemente a circulação e possuem uma especial profundidade de interpretação através do movimento e da flexibilidade.
O bailarino de Jazz de hoje deve ser inteligente e cheio de recursos. Ser um excelente bailarino nem sempre é suficiente. Adaptar-se aos novos estilos na técnica de jazz como “pop jazz”, um popular estilo de vídeo-clips, irão ajudar a no seu repertório. Estar preparado, atencioso e antenado nas novidades pode significar toda a diferença no sentido de obter uma grande oportunidade.
Fonte: Dicas de dança
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
522 Anos de Magia
O ballet clássico é o desenvolvimento e a transformação da dança primitiva, que se baseava no instinto, para uma dança formada de passos diferentes, de ligações, de gestos de figuras previamente elaborados para um ou mais participantes. A história do ballet começou há 500 anos na Itália. Nessa época os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e dança. Esses divertimentos apresentados pelos cortesãos eram famosos por seus ricos trajes e cenários muitas vezes desenhados por artista célebre como Leonardo da Vinci. O primeiro ballet registrado aconteceu em 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. Os ballets da corte possuíam graciosos movimentos de cabeça, braços e tronco e pequenos e delicados movimentos de pernas e pés, estes dificultados pelo vestuário feito com material e ornamentos pesados. Era importante que os membros da corte dançassem bem e, por isso, surgiram os professores de dança que viajavam por vários lugares ensinando danças para todas as ocasiões como: casamento, vitórias em guerra, alianças políticas, etc. Quando a italiana Catarina de Medicis casou com o rei Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu esse tipo de espetáculo na corte francesa, com grande sucesso. O mais belo e famoso espetáculo oferecido na corte desses reis foi o "Ballet Cômico da Rainha", em 1581, para celebrar o casamento da irmã de Catarina. Esse ballet durava de 5 a 6 horas e fez com que rainha fosse invejada por todas as outras casas reais européias, além de ter uma grande influência na formação de outros conjuntos de dança em todo o mundo. O ballet tornou-se uma regularidade na corte francesa que cada vez mais o aprimorava em ocasiões especiais, combinando dança com música, canções e poesia e atinge ao auge de sua popularidade quase 100 anos mais tarde através do rei Luiz XIV. Luiz XIV, rei com cinco anos de idade, amava a dança tronou-se um grande bailarino e com 12 anos dançou, pela primeira vez, no ballet da corte. A partir daí tomou parte em vários outros ballets aparecendo como um deus ou alguma outra figura poderosa. Seu título “REI DO SOL", nome que vem do triunfante espetáculo que durou mais de 12 horas. Este rei fundou em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia real de Música e oito anos mais tarde, a escola Nacional de Ballet. O professor Pirre Beauchamp, foi quem criou as cinco posições dos pés, que se tornaram a base de todo aprendizado acadêmico do Ballet clássico. A dança se tornou mais que um passatempo da corte, se tornou uma profissão e os espetáculos de ballet foram transferidos dos salões para teatros. Em princípios, todos os bailarinos eram homens, que também faziam os papéis femininos, mas no fim do século XVII, a Escola de Dança passou a formar bailarinas mulheres, que ganharam logo importância, apesar de terem seus movimentos ainda limitados pelos complicados figurinos. Uma das mais famosas bailarinas foi Marie Camargo, que causou sensação por encurtar sua saia, calçar sapatos leves e assim poder saltar e mostrar os passos executados. Com o desenvolvimento da técnica da dança e dos espetáculos profissionais, houve necessidade do ballet encontrar, por ele próprio, uma forma expressiva, verdadeira, ou seja, dar um significado aos movimentos da dança. Assim no final do século XVIII, um movimento liderado por Jean-Georges Noverre, inaugurou o "Ballet de Ação", isto é, a dança passou a ter uma narrativa, que apresentativa um enredo e personagens reais, modificando totalmente a forma do Ballet de até então. O Romantismo do século XIX transformou todas as artes, inclusive o ballet, que inaugurou um novo estilo romântico onde aparecem figuras exóticas e etéreas se contrapondo aos heróis e heroínas, personagens reais apresentados nos ballets anteriores. Esse movimento é inaugurado pela bailarina Marie Taglioni, portadora do tipo físico ideal ao romantismo, para quem foi criado o ballet "A Sílfide", que mostra uma grande preocupação com imagens sobrenaturais, sombras, espíritos, bruxas, fadas e mitos misteriosos: tomando o aspecto de um sonho, encantava a todos, principalmente pela representação da bailarina que se movia no palco com inacreditável agilidade na ponta dos pés, dando a ilusão de que saía do chão. Foi "A Sífilde" o romantismo o primeiro grande ballet romântico que iniciou o trabalho nos sapatos de ponta. Outro ballet romântico, "Giselle", que consagrou a bailarina Carlota Grisi, foi a mais pura expressão de período romântico, além de representar o maior de todos os testes para a bailarina até os dias de hoje. O período Romântico na Dança, após algum tempo, empobreceu-se na Europa, ocasionando o declínio do ballet. Isso, porém, não aconteceu na Rússia, graças ao entusiástico patrocínio do Czar. As companhias do ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo foram reconhecidas por suas soberbas produções e muitos bailarinos e coreógrafos franceses foram trabalhar com eles. O francês, Marius Petipa, fez uma viagem à Rússia em 1847, pretendendo um passeio rápido, mas também se tornou coreógrafo chefe e ficou lá para sempre. Sob sua influência, o centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgo. Durante sua estada na Rússia, Petipa coreografou célebres ballets, todos muito longos (alguns tinha cinco ou seis atos) reveladores dos maiores talentos de uma companhia. Cada ballet continha danças importantes para o Corpo de Baile, variações brilhantes para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para primeira bailarina e seu partner. Petipa sempre trabalhou os compositores e foi Tchaicowsky que ele criou três dos mais Importantes ballets do mundo: a "Bela Adormecida", o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes". O sucesso de Petipa não foi eterno. No final do século ele foi considerado ultrapassado e mais uma vez o ballet entrou em decadência. Chegara o momento para outra linha revolucionária, desta vez por conta do russo Serge Diaghilev, editor de uma revista de artes que, junto com amigos artistas estava cheio de idéias novas pronta para colocar em prática. São Petersburgo, porém não estava pronta para mudanças e ele se decidiu por Paris, onde começou por organizar uma exposição de pintores russos, que foi um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente em 1909 o ballet russo. Diaghilev trouxe para a audiência francesa os melhores bailarinos das Companhias Imperiais, como Ana Pavlova, Tamara Karsaviana e Vaslav Nijinsky e três grandes ballets sob direção de um jovem brilhante coreógrafo Mikhail Fokine, a quem a crítica francesa fez os melhores comentários. Os russos foram convidados a voltar ao seu país em 1911 e Diaghielev formou sua própria Companhia, o "Ballet Russo", começando uma nova era no ballet. Nos dezoito anos seguintes, até a morte de Diaghilev, em 1929, o Ballet Russo encantou platéias na Europa e América, devendo a sua popularidade à capacidade do seu criador em descobrir talentos novos, fragmento-se depois por todo o mundo. No momento atual as peças de ballet são cheias de variedades e contrates. Trabalhos antigos como "Giselle" e o mundo inteiro ao lado de outros, como os baseados em romances de Shakespeare e ainda criações recentes assinadas por coreógrafos contemporâneos e dançadas também por bailarinos do nosso tempo. Qual será próximo passo? Na sua longa história, o ballet tomou muitas direções diferentes e, por ser uma arte muita viva, ainda continua em mudando. Mas, apesar das novas danças e das tendências, ainda existe e existirá sempre um palco e uma grande audiência para os trabalhos tradicionais e imortais, por mais 522 anos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Dança: Mais do que simples movimentos.
A dança vai além de sua função artística, ela desenvolve a psicomotricidade (cognitivo, físico e afetivo), ajudando na educação, auxiliando no tratamento e prevenção de doenças, isto é, ela é sinônima de saúde. Fazendo assim parte não só da arte, mas também da educação e saúde.
Dentro da área da educação, a dança criativa propicia aos alunos, segunda Débora Barreto, o autoconhecimento; as vivências de corporeidade; relacionamentos estéticos com outras pessoas e com o mundo; incentiva a expressividade artística e humana; libera a imaginação, a criatividade; sendo uma forma de comunicação e de conhecimento, ajudando na formação do cidadão. A dança integra corpo e mente, trazendo aos seus alunos relação com o mundo a sua volta e entre o mundo que existe dentro de si.
O professor fundamentado nos princípios da dança criativa proporciona aos alunos atividades que estimulam, motivam e desenvolvem as idéias e movimentos; fazendo uma interação entre as crianças e o ambiente. Estas atividades estimulam a capacidade de solucionar problemas de maneira criativa; desenvolvem a memória, o raciocínio, a socialização, autoconfiança, e auto-estima. Fazendo com que o individuo tenha melhor relação com ele mesmo e com os outros. Os conhecimentos obtidos dentro desta sala de aula são levados para a vida, pois o individuo é resultado de sua genética, do meio em que vive e das atividades que executa (GALLAHUE e OZMUN). Na área de saúde a dança pode ajudar em varias situações, tanto na parte física como na emocional. Dentro dos seus benefícios estão o controle de peso, aumento da força muscular, fortalecimento de tecido cognitivo, aumento da flexibilidade, diminuição de pressão arterial e dos batimentos cardíacos, aumento da ventilação pulmonar, diminuição do estresse e ansiedade, melhora da tensão muscular e insônia, melhora da auto-estima, da coodernação motora, do ritmo, do raciocínio, da convivência social, da criatividade, dentre outros fatores que ajudam o individuo a levar uma vida mais saudável.
A dança como arte, seja qual for seu estilo, traz ao publico, alem de lazer, uma nova forma de ver a vida, o mundo real e o mundo irreal, traz ao espectador o que as palavras não são capazes de dizer e o que somos capazes de sentir. A dança em si tem o poder de criar um mundo diferente na mente de cada espectador, e este mundo é capaz de gerar novas informações e conhecimentos para uma vida. Não importa qual o estilo, se está na rua, na escola, no teatro, a DANÇA faz parte de nossas vidas, e prestarmos um pouco de atenção nela, nos seus profissionais, veremos que sua contribuição sai de dentro das paredes de uma sala de aula e ultrapassa as linhas de um palco, levando para a sociedade uma contribuição infinita, e de grande valor.
Dentro da área da educação, a dança criativa propicia aos alunos, segunda Débora Barreto, o autoconhecimento; as vivências de corporeidade; relacionamentos estéticos com outras pessoas e com o mundo; incentiva a expressividade artística e humana; libera a imaginação, a criatividade; sendo uma forma de comunicação e de conhecimento, ajudando na formação do cidadão. A dança integra corpo e mente, trazendo aos seus alunos relação com o mundo a sua volta e entre o mundo que existe dentro de si.
O professor fundamentado nos princípios da dança criativa proporciona aos alunos atividades que estimulam, motivam e desenvolvem as idéias e movimentos; fazendo uma interação entre as crianças e o ambiente. Estas atividades estimulam a capacidade de solucionar problemas de maneira criativa; desenvolvem a memória, o raciocínio, a socialização, autoconfiança, e auto-estima. Fazendo com que o individuo tenha melhor relação com ele mesmo e com os outros. Os conhecimentos obtidos dentro desta sala de aula são levados para a vida, pois o individuo é resultado de sua genética, do meio em que vive e das atividades que executa (GALLAHUE e OZMUN). Na área de saúde a dança pode ajudar em varias situações, tanto na parte física como na emocional. Dentro dos seus benefícios estão o controle de peso, aumento da força muscular, fortalecimento de tecido cognitivo, aumento da flexibilidade, diminuição de pressão arterial e dos batimentos cardíacos, aumento da ventilação pulmonar, diminuição do estresse e ansiedade, melhora da tensão muscular e insônia, melhora da auto-estima, da coodernação motora, do ritmo, do raciocínio, da convivência social, da criatividade, dentre outros fatores que ajudam o individuo a levar uma vida mais saudável.
A dança como arte, seja qual for seu estilo, traz ao publico, alem de lazer, uma nova forma de ver a vida, o mundo real e o mundo irreal, traz ao espectador o que as palavras não são capazes de dizer e o que somos capazes de sentir. A dança em si tem o poder de criar um mundo diferente na mente de cada espectador, e este mundo é capaz de gerar novas informações e conhecimentos para uma vida. Não importa qual o estilo, se está na rua, na escola, no teatro, a DANÇA faz parte de nossas vidas, e prestarmos um pouco de atenção nela, nos seus profissionais, veremos que sua contribuição sai de dentro das paredes de uma sala de aula e ultrapassa as linhas de um palco, levando para a sociedade uma contribuição infinita, e de grande valor.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
No país do futebol, meninos escolhem o ballet!
D. S. C., 10 anos, deixou de jogar bola para virar bailarino. Ele já sabia que em casa, a guerra com o pai estava travada. Depois da troca pela dança, eram reclamações atrás de palavras duras dirigidas ao menino, sempre fazendo perguntas sobre a decisão tomada. A resposta era sempre a mesma: "Vou fazer balé".
É assim que muitos garotos são recebidos pela família e pelos amigos quando decidem que querem iniciar os estudos das piruetas e dos saltos. Talvez pela exigência de certa sensibilidade ou pela malha colada no corpo, o preconceito contra os homens que ingressam nessa arte é cada vez maior. Ao iniciar as aulas, D, que foi influenciado pela irmã, acabou chamando a atenção do caçula, C. S. C., nove anos, que antes ajudava, com o pai, a tirar sarro e fazer brincadeiras de mau gosto do irmão mais velho.
A família mora em Diadema, São Paulo, onde fica a Associação Passo a Passo. É lá que cerca de 230 jovens desenvolvem talentos, tendo aulas grátis de balé clássico. Entre os estudantes, quatro são garotos. Além das aulas de balé, as crianças e os adolescentes da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) visitam museus, assistem espetáculos de dança e aprendem histórias de grandes nomes da arte.
A mãe dos bailarinos C. e D. Elizabete da Silva Costa, 35, apóia a iniciativa do filho: "Eu aceitei normal, foi fácil. (...) Pro pai dele foi difícil, muito difícil". Ela declara que, na concepção do pai, o menino ia virar gay se dançasse balé e que demorou cerca de sete meses para que se acostumasse com a idéia da troca de chuteiras por sapatilhas. "Mas a primeira vez que ele conseguiu ver uma apresentação ele mudou de idéia, ele viu que não era nada daquilo que ele tava pensando".
Ela aponta a dificuldade que os meninos enfrentam por ter escolhido uma arte que, na concepção de muitos, é fundamental para a formação das garotas. "Às vezes aconteceu de pessoas, parentes de 30 anos ficarem criticando, falando, pondo apelido. (...) Eu acho isso tão chato porque fazer isso com uma criança, eles não têm idéia do que tá acontecendo".
O preconceito aos homens na dança nem sempre foi dessa forma. No início da história do balé, cerca de 500 anos atrás, os homens faziam os papéis femininos e masculinos, não havendo, assim, a necessidade de bailarinas. Só em 1832, o balé "La Sylphide" colocou uma bailarina em primeiro plano, deixando a dança mais romântica. Depois disso, o papel do sexo masculino voltou a ter destaque com alguns nomes famosos, como Vaslav Nijinski e Maurice Béjart, no século 20.
M. M., 9, que também prefere o colant ao uniforme de futebol, já sofreu agressões verbais na escola: "Eu tava na sala, aí um menino subiu na cadeira e começou a dizer: 'Ó, o bailarino, o bailarino, a bicha'. Eu fiquei com vergonha". M. também freqüenta a Passo a Passo e no meio da família não teve o apoio dos pais nem do padrasto. Segundo Elizabete, amiga da mãe de M., não adianta querer barrar com as aulas, pois acaba atrapalhando até no desenvolvimento escolar. "É difícil pra ele, né? Uma criança dessa idade entender isso. Porque acho que ele imagina assim: 'Não fiz nada de errado".
Já para Átila Augusto Monrand, 22, o caso foi diferente. A família não se assustou com sua decisão de ingressar no balé. Sempre teve o apoio dos pais, que já estavam acostumados com seu "jeito despirocado", mas confessa que já se sentiu prejudicado pelo preconceito, apesar de dançar a apenas um ano.
Ele conta que uma vez ensaiou uma coreografia para ser apresentada em um parque, e no final apareceria vestido de dançarina. "Era uma coisa meio pastelão, assim, tinha um pouco de comédia no meio". Na hora da apresentação, desistiu da idéia: "Eu realmente não quis dançar porque achei muito arriscado. Era um público que não era selecionado". Conta que foi podado por um preconceito da sociedade e que se acontecesse outra vez é provável que tomasse a mesma decisão. "Se fosse uma coreografia normal, (...) mas o fato de eu estar vestido de mulher, rola o duplo preconceito: contra o homem que faz balé e o preconceito de orientação sexual".
Para quem não tem o costume de subir num palco, fica difícil compreender o que leva esses garotos e homens a optarem pelo balé e enfrentarem pressão de quase todos os lados. A energia, o amor pela dança, parece falar mais alto no caso desses bailarinos. M. sente alegria quando dança. Por isso quer se tornar um profissional. Átila diz que ama dançar e sente falta se fica sem: "Eu me sinto muito bem dançando".
É assim que muitos garotos são recebidos pela família e pelos amigos quando decidem que querem iniciar os estudos das piruetas e dos saltos. Talvez pela exigência de certa sensibilidade ou pela malha colada no corpo, o preconceito contra os homens que ingressam nessa arte é cada vez maior. Ao iniciar as aulas, D, que foi influenciado pela irmã, acabou chamando a atenção do caçula, C. S. C., nove anos, que antes ajudava, com o pai, a tirar sarro e fazer brincadeiras de mau gosto do irmão mais velho.
A família mora em Diadema, São Paulo, onde fica a Associação Passo a Passo. É lá que cerca de 230 jovens desenvolvem talentos, tendo aulas grátis de balé clássico. Entre os estudantes, quatro são garotos. Além das aulas de balé, as crianças e os adolescentes da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) visitam museus, assistem espetáculos de dança e aprendem histórias de grandes nomes da arte.
A mãe dos bailarinos C. e D. Elizabete da Silva Costa, 35, apóia a iniciativa do filho: "Eu aceitei normal, foi fácil. (...) Pro pai dele foi difícil, muito difícil". Ela declara que, na concepção do pai, o menino ia virar gay se dançasse balé e que demorou cerca de sete meses para que se acostumasse com a idéia da troca de chuteiras por sapatilhas. "Mas a primeira vez que ele conseguiu ver uma apresentação ele mudou de idéia, ele viu que não era nada daquilo que ele tava pensando".
Ela aponta a dificuldade que os meninos enfrentam por ter escolhido uma arte que, na concepção de muitos, é fundamental para a formação das garotas. "Às vezes aconteceu de pessoas, parentes de 30 anos ficarem criticando, falando, pondo apelido. (...) Eu acho isso tão chato porque fazer isso com uma criança, eles não têm idéia do que tá acontecendo".
O preconceito aos homens na dança nem sempre foi dessa forma. No início da história do balé, cerca de 500 anos atrás, os homens faziam os papéis femininos e masculinos, não havendo, assim, a necessidade de bailarinas. Só em 1832, o balé "La Sylphide" colocou uma bailarina em primeiro plano, deixando a dança mais romântica. Depois disso, o papel do sexo masculino voltou a ter destaque com alguns nomes famosos, como Vaslav Nijinski e Maurice Béjart, no século 20.
M. M., 9, que também prefere o colant ao uniforme de futebol, já sofreu agressões verbais na escola: "Eu tava na sala, aí um menino subiu na cadeira e começou a dizer: 'Ó, o bailarino, o bailarino, a bicha'. Eu fiquei com vergonha". M. também freqüenta a Passo a Passo e no meio da família não teve o apoio dos pais nem do padrasto. Segundo Elizabete, amiga da mãe de M., não adianta querer barrar com as aulas, pois acaba atrapalhando até no desenvolvimento escolar. "É difícil pra ele, né? Uma criança dessa idade entender isso. Porque acho que ele imagina assim: 'Não fiz nada de errado".
Já para Átila Augusto Monrand, 22, o caso foi diferente. A família não se assustou com sua decisão de ingressar no balé. Sempre teve o apoio dos pais, que já estavam acostumados com seu "jeito despirocado", mas confessa que já se sentiu prejudicado pelo preconceito, apesar de dançar a apenas um ano.
Ele conta que uma vez ensaiou uma coreografia para ser apresentada em um parque, e no final apareceria vestido de dançarina. "Era uma coisa meio pastelão, assim, tinha um pouco de comédia no meio". Na hora da apresentação, desistiu da idéia: "Eu realmente não quis dançar porque achei muito arriscado. Era um público que não era selecionado". Conta que foi podado por um preconceito da sociedade e que se acontecesse outra vez é provável que tomasse a mesma decisão. "Se fosse uma coreografia normal, (...) mas o fato de eu estar vestido de mulher, rola o duplo preconceito: contra o homem que faz balé e o preconceito de orientação sexual".
Para quem não tem o costume de subir num palco, fica difícil compreender o que leva esses garotos e homens a optarem pelo balé e enfrentarem pressão de quase todos os lados. A energia, o amor pela dança, parece falar mais alto no caso desses bailarinos. M. sente alegria quando dança. Por isso quer se tornar um profissional. Átila diz que ama dançar e sente falta se fica sem: "Eu me sinto muito bem dançando".
Salvem-se quem puder, a TPM chegou!
Quem vê uma bailarina no palco, linda, leve, dificilmente imagina o que acontece nos bastidores. O esforço dos ensaios, o incomodo das bolhas nos pés, dos grampos na cabeça, dos tutus apertados… Calma, isso não é tudo!
Todo mês essas bailarinas são lembradas do prazer de ser mulher. Irritação, dores, choro, cansaço; dançar quando se está neste período não é fácil. Se quem não sofre com TPM já fica mal, imagine quem a tem. E para isso, resolvi dar algumas dicas que encontrei que podem fazer sua tensão desaparecer de uma maneira saudável e natural.
A TPM decorre principalmente pela falta de nutrientes, baixa glicose no sangue ou mau funcionamento do fígado (órgão responsável pela metabolização do estrogênio). Se você sofre desse mal, é porque algo não vai bem com seu organismo. É preciso uma dieta saudável, onde haja nutrientes e açúcar balanceado, que possa metabolizar bem seus hormônios.
A prática de exercícios físicos pode ajudar, aumentando a circulação sanguinea, à estabilidade corporal e melhorando a digestão, o que ajuda a minimizar a dor sentida através das terríveis cólicas. Mo entanto, nunca faça exercícios quando se sentir cansada, pois isso pode acabar com o seu metabolismo e a prática de exercícios tem a finalidade de deixá-la mais energizada, e não cansada.
Então, o que fazer neste período?
Coma proteína. Se afaste de bebidas que contenham cafeína, não exagere no açúcar e nos doces supérfluos para alimentação. Procure alimentos considerados saudáveis, como iogurtes, que melhoram o funcionamento da flora intestinal. Fumar e beber álcool é torna-se amiga inseparável da TPM! Procure ingerir vitaminas B e C, magnésio e zinco, que são substâncias que previnem o aparecimento de prostaglandinas (hormônios que causam as cólicas)
Fonte: matéria “Lighten up TPM”, The New York Times.
Todo mês essas bailarinas são lembradas do prazer de ser mulher. Irritação, dores, choro, cansaço; dançar quando se está neste período não é fácil. Se quem não sofre com TPM já fica mal, imagine quem a tem. E para isso, resolvi dar algumas dicas que encontrei que podem fazer sua tensão desaparecer de uma maneira saudável e natural.
A TPM decorre principalmente pela falta de nutrientes, baixa glicose no sangue ou mau funcionamento do fígado (órgão responsável pela metabolização do estrogênio). Se você sofre desse mal, é porque algo não vai bem com seu organismo. É preciso uma dieta saudável, onde haja nutrientes e açúcar balanceado, que possa metabolizar bem seus hormônios.
A prática de exercícios físicos pode ajudar, aumentando a circulação sanguinea, à estabilidade corporal e melhorando a digestão, o que ajuda a minimizar a dor sentida através das terríveis cólicas. Mo entanto, nunca faça exercícios quando se sentir cansada, pois isso pode acabar com o seu metabolismo e a prática de exercícios tem a finalidade de deixá-la mais energizada, e não cansada.
Então, o que fazer neste período?
Coma proteína. Se afaste de bebidas que contenham cafeína, não exagere no açúcar e nos doces supérfluos para alimentação. Procure alimentos considerados saudáveis, como iogurtes, que melhoram o funcionamento da flora intestinal. Fumar e beber álcool é torna-se amiga inseparável da TPM! Procure ingerir vitaminas B e C, magnésio e zinco, que são substâncias que previnem o aparecimento de prostaglandinas (hormônios que causam as cólicas)
Fonte: matéria “Lighten up TPM”, The New York Times.
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